sexta-feira, 8 de julho de 2016

ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS




                                        
                                  ENCONTROS  VOCÁLICOS
   
   Encontro vocálico é  o  encontro  de  vogais  e  semivogais  dentro  de  uma  mesma  palavra.
Exs.:   água  (SV + V)               lagoa  (V + V)               saguão  (SV + V + SV)
                                
                                  Classificação  dos  encontros  vocálicos

a)Ditongos crescentes  (semivogal  + vogal)                  
orais:   água,  mágoa,  quase,  árduo...
nasais:  quando,  aguento,  pinguim...
b)Ditongos decrescentes  
  (vogal + semivogal)              
*  orais:  mingau,  ouro,  pai,  vou,  céu..
nasais:  mãe,  órfão,  dispõe,  falam...
c) Tritongos   (semivogal + vogal + semivogal)  
 * orais:  Uruguai,  arguiu,  aguou,  averiguei,  sequoia
 * nasais:  saguão,  enxáguam,  águem,  saguões...
d) Hiatos  (vogal + vogal): 
 * saída,  cruel,  heroína,  voo,  enjoo,  creem,  leem,  deem...










           
                                  ENCONTROS  CONSONANTAIS  
            
      É  o  encontro  de  duas  ou  mais  consoantes  numa  mesma  palavra.
      Ex.:  afta,  blusa,  quartzo,  cruzeiro...

             1) GRUPO  CONSONANTAL  (PERFEITO)): A  segunda   consoante  é  sempre  um  L  ou  um  R  ( bl,  cl,  fl,  gl,  pl,  tl,  vl  -  br,  cr,  dr,  fr,  gr,  pr, tr, vr).  Ex.:  blusa,  clave,  flor, gladíolo, implante, pentatlo, Vladimir, embrulho, crase, vidro, infração, gravidade, prateleira, trave, livro...
 OBSERVÇÃO:  Alguns  gramáticos  consideram  este  caso  como  GRUPO  CONSONANTAL, mas já vi apostilas denominarem este caso de  encontro  consonantal  perfeito,  pois  não  podemos  separá-los  na  divisão  silábica.
             
             2) ENCONTRO  CONSONANTAL (IMPERFEITOS):   Podem  ser  formados  por  quaisquer  consoantes.  São  separáveis  na  divisão  silábica.  Ex.:  afta,  quartzo,  feldspato, advogado...
OBSERVAÇÃO:  As apostilas que  classificam  o  anterior  como  grupo  consonantal,  consideram  este  tipo  como  o  verdadeiro  encontro  consonantal.

3)FONÉTICO:  É  formado  pelo  X  com  som  de  KS.   Ex.;  fixo,  anexo,  ônix,  tórax,  axila...
OBSERVAÇÃO:  Esta  classificação  não  aparece  nas  gramáticas,  mas  sim  em  algumas apostilas.  Todavia,  já  apareceram  questões  em  concursos da EsSA.
            


quinta-feira, 30 de junho de 2016

FONEMAS






FONOLOGIA
                           É  o  estudo  dos  fonemas  (sons  da  fala).                                                                              
           FONEMAS   =    sons          LETRAS  =   representação  gráfica  do  som
                                      
                               A-RELAÇÕES  ENTRE  FONEMAS  E  LETRAS     
        
1) Princípios  básicos:
                a)Uma  mesma  letra  pode  representar  mais  de  um  fonema.
                    Exs.:  exame  -  xale  -  próximo  =  sexo      /     cedo  -   casa
                
b)Um  mesmo  fonema  pode  ser  representado  por  letras  diferentes.
                 
              X -  exame,  êxito      
/Z/ :       Z  -  azul,  azeite
            S  -  casa,  base                                                                
/G/ :     G  -  girafa,  gênero
             J   -  jiló,  gorjeta
 /X/:      X  -  caixa,  xícara 
      CH  -  chalé,  chefe                                       
/K/ :     C  caule,  coisa, cubo
            QU  -  quilo,  quero
             S  -  sábio,  freguês                   SS  -  girassol,  pássaro
             C  -  cidade,  pacífico                SC  -  crescer,  disciplina
  /S/:     Z  -  palidez,  giz                          -  crea,  deo
             Ç  -  açúcar,  preguiça              XC  -  exceto,  excelente
             X  -  máximo,  texto                  XS  -  exsudar,  exsolver

               c)Um  fonema  pode  ser  representado  por  duas  letras  (dígrafos):
                  Exs.:  machado  -  mulher  -  minhoca  -  carro  -  massa  -  guerra

               d) Uma  letra  pode  representar  dois  fonemas.
                   Exs.:  fixo  -  sexo  -  axila  -  táxi  -  anexo  -  ônix  -  tórax

               e)O  H  no  início  das  palavras  não  representa  nenhum  fonema.
                  Exs.:  hora  -  hoje  -  hotel  -  humano  -  hélice

               f) As  letras  M  e  N  não  seguidas  de  vogal  não  representam  fonemas.
                  Exs.:  campo  -  tempo  -  tinta  -  bumbo  -  bomba  -  banda  -   tenda

               g)Nos  grupos  AM  e  EM / EN , no  final  de  palavras,  o  M  e  o  N  equivalem  às  semivogais  U  e  I  respectivamente.
                   Exs.:  também  -  parabéns  -  cantam  -  falam
                 
        2-Contagem  do  número  de  fonemas  de  uma  palavra:
         a) Os  dígrafos  representam  um  só  fonema:  ch,  lh,  nh,  rr,  sc,  sç,  am,  em,  im,  om,  um,  an, en,  in,  on,  un.
          b)AMEMEN  no  final  das  palavras  equivalem  a  semivogais  e  são  contados  como  dois fonemas.
          c)O  X  com  som  de  KS  equivale  a  dois  fonemas.   
          d)O  H  inicial  não  representa  fonema  e  não  é  contado.
          e)GU   e  QU   são  dígrafos  e  não  contam  somente  se  o  U  não  é  pronunciado.
          f) SC  XC    são  dígrafos  e  não  contam  somente  quando  equivalem  a  SS.

B-CLASSIFICAÇÃO  DOS  FONEMAS
  
 1)VOGAIS:  Sons  não  interrompidos  pela  corrente  de  ar.  São  a  base  da  sílaba.
  
 2)SEMIVOGAIS:  Sons  mais  fracos  que  se  apoiam  nas  vogais,  pois  vêm  sempre  junto  com  elas.
   
3)CONSOANTES:  Sons  que  sofrem  interferência  da  língua,  dos dentes,  dos  lábios,  durante  a  saída
       da  corrente  de  ar.

OBSERVAÇÕES:
a)O  a  é  sempre  vogal.
b)   As  semivogais  podem  ser  representadas   pelas  letras:
       .  I  e  U:  vai,  andei,  ouro,  mau...
       .  E  e  O:  área,  níveo,  põe,  nódoa...  (o  som  se  aproxima  do  I  e  do U.)
       .  M  e  N:  bem,  cantam,  parabéns,  batem...
     
    4) VOGAIS  QUANTO  À  SAÍDA  DO  AR:
         a) ORAIS:  O  ar  sai  só  pela  boca:.  Ex.:  cai,  cacau,  pia...
         b)NASAIS:  Parte  do  ar  sai  pelo  nariz.  Ex.:  mãe,  mão,  põe,  cantam,  bom...

                                                          DÍGRAFOS
      São  duas  letras  que  representam  um  único  fonema  (som).  Não  podem  ser  confundidos  com  encontros  consonantais.
    1)DÍGRAFOS   CONSONANTAIS:
   2)  DÍGRAFOS   VOCÁLICOS:
RR - carro                      XC – exceto  (ss)     SS-  pássaro                  SC  - descer  (ss)
CH -  machado               SÇ -  cresça  (ss)
-  cresça  (ss)           SÇ -  cresça  (ss)
LH  -malhado                 QU -  queijo         
NH – ninhada                 GU- gueto                        
 AM –  campo     AN -  canto           
 EM - tempo         EN -  tenda           
 IM -  limpo          IN  -  tinta            
OM -tombo         ON -  ponto              UM - bumbo         UN   fundo                                                                                                  
      
NÃO    ESQUEÇA:
           
 .  SC.  XC  e  SÇ   só  são  dígrafos  se  equivalerem  a  SS;
 .  GU  e  QU   são  dígrafos  quando  o  U  não  é   pronunciado;
 . AM,  EM,  EN  no  final  de  palavras  não  são  dígrafos  e  sim  ditongos.



sexta-feira, 24 de junho de 2016

EMPREGO DO INFINITIVO VERBAL




                                                  EMPREGO DO INFINITIVO 

__ INFINITIVO IMPESSOAL (invariável; considera-se apenas o processo verbal)

O infinitivo não deve ser flexionado:

1. Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se referir a um sujeito determinado;
Exemplos:
VIVER é LUTAR.
QUERER é PODER.
FUMAR prejudica a saúde.

É proibido COLAR cartazes neste muro.
É proibido conversar com o motorista.
É preciso LUTAR contra as drogas.
Vale a pena TER fé e esperança sempre.

2. Quando tiver o valor de Imperativo;
Exemplos:
ESCREVER o nome três vezes! (= ESCREVA!)
DIREITA VOLVER! (= VOLVEI!)
SOLDADOS, MARCHAR! (= MARCHAI!)

3. Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior;
Exemplos:
Foram obrigados a ficar (sair).
Acusaram-nos de praticar atos suspeitos.
Eu os convenci a aceitar.
Os rapazes estão dispostos a colaborar.
As meninas foram impedidas de participar do jogo.
Eles não têm o direito de gritar assim.
Os menores estão proibidos de entrar nesta festa.
Os mendigos insistem em ficar naquela praça.
Esta fruta é fácil de DESCASCAR.
Este vinho é bom de BEBER.
Estamos desejosos de ALCANÇAR a vitória.
Conheci muitas pessoas ávidas por APRENDER.
Eram pessoas difíceis de CONTENTAR.
Aqueles remédios são ruins de TOMAR.
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de OUVIR.

    No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", "tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado.

Exemplos:
Eram pessoas difíceis de SEREM contentadas.
Aqueles remédios são ruins de SEREM tomados.
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de SEREM ouvidos.

4. Nas locuções verbais;
Exemplos:
Queremos ACORDAR bem cedo amanhã.
Eles não podiam RECLAMAR do colégio.
Elas sabem DESENHAR muito bem.

5. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior;
Exemplos:
Os estudantes fizeram o possível para conseguir a saída do reitor.
Os ladrões usaram explosivos para abrir o cofre do banco.
Eles foram condenados a pagar pesadas multas.
Aquelas máquinas foram feitas para costurar calças de brim.
Trabalhemos em vez de RECLAMAR.
Devemos SORRIR ao invés de CHORAR.
Tenho ainda alguns livros por (para) PUBLICAR.
Existem muitas contas por (para) PAGAR.

Obs: Quando o infinitivo preposicionado, ou não, preceder ou estiverdistante do verbo da oração principal (verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal.
Exemplos:
Para se aquecerem, os meninos dormiam juntinhos.
Na esperança de sermos atendidos, muito lhe agradecemos.
Foram dois amigos à casa de outro, em Minas Gerais, a fim de jogarem futebol.
Para ESTUDARMOS, estaremos sempre dispostos.
Antes de NASCEREM, já estão condenadas à fome muitas crianças.
Apesar de ESTARMOS com sede, não bebemos daquela água.
Depois de FICAREM em pé por mais de cinco horas, eles desistiram do show.
Além de INCOMODARES a todos, não ajudas a ninguém.

6. Com os verbos causativos "deixar", "mandar"e "fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue;
Exemplos:
Deixei-os sair cedo hoje.
"Deixai vir a mim as criancinhas!"
"Não nos deixeis cair em tentação."


7. Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.
Exemplos:
Vi-os entrar atrasados.
Ouvi-as dizer que não iriam à festa.

Observações:
__É inadequado o emprego da preposição "para" antes dos objetos diretos de verbos como "pedir", "dizer", "falar" e sinônimos;
Exemplos:
Pediu para Carlos entrar (errado)
Pediu para que Carlos entrasse (errado)
Pediu que Carlos entrasse (correto)

__Quando a preposição "para" estiver regendo um verbo, como na oração "Este trabalho é PARA EU FAZER", pede-se o emprego do pronome pessoal "eu", que se revela, neste caso, como sujeito; 
Mais exemplos:
Aquele exercício era para eu corrigir.
Esta salada é para eu comer?
Ela me deu um relógio para eu consertar.

__Já na oração "Esta carta é PARA MIM!", a preposição está ligada somente ao pronome que deve se apresentar oblíquo tônico.

__ INFINITIVO PESSOAL (flexionado; quando se atribui um agente ao processo
verbal)

O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos:

1. Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso;
Exemplos:
Se tu não perceberes isto...
Convém vocês IREM primeiro.
O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial, sujeito implícito = nós)

2. Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal;
Exemplos:
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos ESTUDAREM bastante para a prova.
Perdoo-te por me MALTRARES.
O estudante fez o possível para os professores perdoarem suas faltas.
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.
O guarda fez sinal para os motoristas pararem.

Conseguimos uma casa para eles passarem a lua-de-mel.
O hospital não oferecia condições para os pacientes ficarem internados por muito tempo.

3. Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural);
Exemplos:
Faço isso para não me ACHAREM inútil.
Temos de agir assim para nos PROMOVEREM.
Ela não sai sozinha à noite a fim de não FALAREM mal da sua conduta.

4. Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação;
Exemplos:
Vi os alunos ABRAÇAREM-SE alegremente.
Fizemos os adversários SE CUMPRIMENTAREM com gentileza.
Mandei as meninas OLHAREM-SE no espelho.
Deixem os namorados BEIJAREM-SE como quiserem. 



Nota: Como se pode observar, a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. 


DICAS:

- Se o infinitivo de um verbo for escrito com "j", esse "j" aparecerá em todas as outras formas.
Exemplos:

INFINITIVO / OUTRAS FORMAS

Enferrujar / enferrujou, enferrujaria, enferrujem, enferrujarão, enferrujassem, etc. (Lembre, contudo, que o substantivo ferrugem é grafado com "g".)

Viajar / viajou, viajaria, viajem ( 3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo, não confundir com o substantivo VIAGEM) viajarão, viajasses, etc.

- Quando o verbo tem o infinitivo com "g", como em "dirigir" e "agir" este "g" deverá ser trocado por um "j" apenas na primeira pessoa do presente do indicativo.
Exemplos:
eu dirijo / eu ajo

- O verbo "parecer" pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo.
a) Quando "parecer" é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir.

b) Elas parece mentirem - Neste exemplo ocorre, na verdade, um período composto. "Parece" é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo "elas mentirem". Como desdobramento dessa reduzida, podemos ter a oração "Parece que elas mentem."

Fontes de consulta e base para este apontamento:
Manual de Redação (O Estado de São Paulo)
Manual de Redação e Estilo ( Eduardo Martins) 
Nova Gramática do Português Contemporâneo ( Celso Cunha)